A FAPERJ e o Departamento Cultural da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade do Estado do Rio de Janeiro apresentam a Exposição

Ábaco

Denise Medina França

Universidade do Estado do Rio de Janeiro/UERJ

Programa de Pós-Graduação em Educação/ProPEd

Por volta de 3000 a.C. surgiu o Ábaco, antes o homem contava os objetos de cinco em cinco ou de dez em dez. O Instrumento possui várias versões. De acordo com Boyer (1974) Tremblay; Bunt (1983); Ifrah (1987), entre outros, o ábaco é um instrumento inventado pelos chineses conhecendo-se versões japonesas, russas e aztecas para facilitar os cálculos, cada vez mais complexos, surgidos com as transformações e novas necessidades da sociedade. Sua eficiência acarretou sua propagação por toda parte do mundo, e em alguns países ele é usado até hoje. Podemos dizer que um operador de ábaco bem treinado pode somar muito mais rapidamente do que um operador de calculadoras eletrônicas.

Geralmente o ábaco tem forma retangular, composto de uma armação com vários fios paralelos e contas ou arruelas deslizantes. Os fios correspondem as posições dos dígitos em uma escala decimal e as contas denotam os dígitos que, de acordo com a sua posição, representam a quantidade a ser trabalhada. Nas primeiras versões, o ábaco chines, instrumento retangular, dividido em dois compartimentos, um superior e outro inferior: a seção superior possui duas contas em cada vareta e a inferior, 4 contas em cada uma. As contas pertencentes à seção superior representam 5 unidades cada uma e as pertencentes à seção inferior representam 1 unidade cada. A coluna mais à direita corresponde às unidades simples, a coluna seguinte, à esquerda, é a coluna que representa as dezenas simples, e assim por diante.

O ábaco exposto é especificamente o Soroban, ábaco japonês, uma adaptação do ábaco chines, adotado em torno de 1600 D.C., com formato similar ao descrito acima, mas com número de contas diferente em cada haste. Possui apenas uma conta na parte superior que representa 5 unidades e 4 na parte inferior representando cada.

Referências bibliográficas

BOYER, C. História da Matemática. BOYER, C. São Paulo: Editora da USP, 1974.

BERNAL, M., J.D. LÓPEZ y P.L. Moreno. Museos pedagógicos y enseñanza de las ciencias: de las láminas y colecciones a los recursos didácticos virtuales. In I Encontro Iberoamericano de Museos Pedagóxicos y museólogos de la educación, 413-426. Santiago de Compostela: Xunta de Galicia, 2008.

IFRAH, Georges. Las cifras. História de una gran invención. Madrid: Alianza Editorial, 1987.

OLIVEIRA, P.. OLIVEIRA, A.. AMARAL, E. MOURA, J.. Uma Rota pelos Instrumentos de Cálculo. História da Ciência e do Ensino – Construindo Interfaces, Volume 20 especial, 2019 – pp. 787-801. Acesso em 06/03/2022: DOI: https://doi.org/10.23925/2178- 2911.2019v20espp787-801

TREMBLAY, J.; BUNT, R Ciência dos Computadores - Uma abordagem algorítmica. São Paulo: McGraw-Hill, 1983.